OS AUTORES

Alexandre Farto (Vhills)

Alexandre Farto (1987), tem desenvolvido um caminho ímpar na cena da arte urbana internacional. Começou a interagir com o meio urbano sob o nome de Vhils através da prática do graffti no começo da década de 2000. Foi fortemente influenciado pelas transformações decorrentes do intenso desenvolvimento urbano que Portugal sofreu nas décadas de 1980 e 1990. Começou a trabalhar com a técnica do stencil e suportes não convencionais por volta de 2004, assim como a expor o seu trabalho com o colectivo VSP.
Em 2006 juntou-se à prestigiada Vera Cortês Art Agency, que levou à sua participação em várias exposições colectivas e à sua primeira individual no mesmo ano. Mudou-se para Londres em 2007 para estudar na University of the Arts (Central St Martins College of Art and Design). Em 2008 participou no Cans Festival, em Londres, onde a sua inovadora técnica de escavação – que forma a base do projecto “Scratching the Surface” – foi exposta a um público internacional pela primeira vez, tendo sido aclamada pela crítica. Tem apresentado o seu trabalho em eventos, exposições individuais e colectivas, e intervenções site-specific à volta do mundo desde então. Um ávido experimentalista, tem desenvolvido a sua estética do vandalismo numa multiplicidade de suportes – da pintura em stencil à escavação de paredes, de explosões pirotécnicas à modelação 3D – expandindo os limites
da expressão visual. Vhils trabalha actualmente com a Vera Cortês Art Agency (Portugal), Lazarides Gallery (Reino Unido), e Magda Danysz Gallery (França e China). Está representado em diversas colecções públicas e privadas em vários países.

NOME DA PEÇA

TEMPUS FUGIT

Edição limitada a 10 exemplares

“Tempus Fugit”, projectada por Alexandre Farto aka Vhils no âmbito das
comemorações dos 140 anos da Topázio, visa apresentar-se como uma
 reinterpretação integral do singular Jarrão D. João V, constituindo um objecto autoral em forma de caveira criado através da sobreposição de várias camadas horizontais unidas à mesma distância.
Contrapondo o dramatismo e exagero lírico característicos do barroco com a
simplicidade das linhas puras de inspiração contemporânea, esta peça pretende fazer sublinhar a dimensão transitória do ciclo da vida, apresentando-se como um memento mori moderno capaz de induzir a contemplação e reflexão, reduzindo os conceitos de excepcionalismo, luxo e beleza mundana a um denominador comum de pendor simbólico. A peça propõe-se assim como um objecto exclusivo de inspiração contemporânea, ressaltando o primor e o carácter único da produção de linha artesanal e artística.

- Alexandre Farto (Vhills)