OS AUTORES

Joana Vasconcelos

Vive e trabalha em Lisboa. Expõe regularmente desde meados da década de 1990. O reconhecimento internacional do seu trabalho deu-se com a participação na 51ª Exposição Internacional de Arte – la Biennale di Venezia (2005). Momentos relevantes da sua carreira incluem o projeto Trafaria Praia, representação oficial de Portugal na 55ª Exposição Inter¬nacional de Arte – la Biennale di Venezia (2013); a exposição individual realizada no Château de Versailles (2012); a participação na coletiva “The World Belongs to You”, no Palazzo Grassi/François Pinault Foundation (2011) e a sua primeira retrospectiva, apresentada no Museu Coleção Berardo, em Lisboa (2010). 
Do seu percurso, destacam-se ainda exposições em instituições como a Manchester Art Gallery (2014); Tel Aviv Museum of Art (2013); Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa (2013); CENTQUATRE, Paris (2012); Kunsthallen Brandts, Odense, Dinamarca (2011); Es Baluard, Palma de Maiorca (2009); Garage Center for Contemporary Culture, Moscovo (2009); Pinacoteca do Estado de São Paulo (2008); The New Art Gallery Walsall, Reino Unido (2007); Istanbul Modern, Istambul (2006); Passage du Désir/BETC EURO RSCG, Paris (2005); Centro Andaluz de Arte Contemporâneo, Sevilha (2003); Mücsarnok, Budapeste (2002); Museu da Eletricidade, Lisboa (2001); e Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto (2000). 
O seu trabalho integra inúmeras colecções públicas e privadas, das quais se destacam as seguintes: Amorepacific Museum of Art; Caixa Geral de Depósitos; Câmara Municipal de Lisboa; Centro de Artes Visuales Fundación Helga de Alvear; Domaine Pommery; FRAC Bourgogne; Fondation Louis Vuitton pour la création; Fundação EDP; Gerard L. Cafesjian Collection; MUSAC; Museu Coleção Berardo; Pinault Collection.

NOME DA PEÇA

A JOANINA

Edição limitada a 10 exemplares

“A Joanina” resulta do desafio lançado pela Topázio de repensar, para a contemporaneidade, o extraordinário jarrão D. João V.
O Barroco Joanino destaca-se pelo dinamismo e tormento das formas. O drama e o excesso de ornamentação servem de instrumento para a manifestação de opulência – ou seja, de poder. No entanto, o Barroco também é a exaltação da sensualidade e da curva; reflectindo, ainda, a busca por um estado de elevação, além do mundo sensível.
Tomando em conta estes referentes, escolhi despir o desenho original de toda a sua fervorosa decoração, sublinhando a sinuosidade estruturante que emerge desse acto. 
“A Joanina” sintetiza a abundância de riqueza da obra barroca, e dela nascem uma série de depuradas esferas prateadas que nos aludem à imagem de totalidade e perfeição - símbolos do infinito e do estado paradisíaco do homem. Ou seja, símbolos dos maiores poderes que ambicionamos alcançar.

- Joana Vasconcelos